SIC e Administração Penitenciária avaliam criação de presídio-indústria em Goiás

Secretário Wilder Morais visitou nesta quinta-feira indústrias instaladas no Complexo
Prisional de Aparecida

O secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Wilder Morais, e o diretor-geral de Administração Penitenciária, coronel Wellington Urzêda, se reuniram nesta quinta-feira (20) para discutir a criação de um projeto modelo de presídio-indústria em Goiás. O secretário também visitou o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia e conheceu as indústrias já instaladas no local para empregar e auxiliar na ressocialização dos detentos.

O novo projeto, ainda em fase inicial de desenvolvimento, envolve uma parceria público-privada: enquanto os empresários seriam responsáveis pela construção do presídio-indústria, o Governo de Goiás assumiria a segurança do espaço. A proposta é concluir uma obra localizada ao lado da Penitenciária Odenir Guimarães, que foi paralisada há mais de 16 anos pelo governo estadual, para utilizar como piloto do projeto.

Atualmente, quatro indústrias estão instaladas no Complexo. “Estou impressionado com as empresas e com a qualidade da mão de obra. Nós estamos fazendo tudo para atrair empresas para Goiás, e aqui temos empresários interessados em ampliar seus negócios, dando oportunidade para os presos trabalharem”, disse o secretário Wilder Morais.

Um dos empresários que têm planos de expandir os negócios é Marcos Antônio Alves. Hoje a confecção do complexo industrial dentro da penitenciária emprega mais de 200 detentos e com a ampliação pode oferecer até 500 postos de trabalho. “Eu não acreditava na ressocialização. Hoje tenho convicção de que ela acontece, tanto é que já autorizei a contratação de pessoas quando saem daqui. A produtividade dentro do presídio é a mesma que temos lá fora. Precisamos trazer mais empresas para cá e mostrar que esse modelo de negócios pode ser estendido”, destacou.

O diretor-geral de Administração Penitenciária afirma que a maioria dos detentos chega ao Complexo Prisional sem profissão. “Estamos ressocializando e diminuindo o índice de reincidência no crime. Tenho certeza de que a demanda das empresas agora vai ser muito maior. O secretário Wilder trará informação de outros polos de indústria para o Sistema Prisional, principalmente no Entorno, onde temos vários presídios com mais de 300 presos”, completa Urzêda. Ele diz que, atualmente, o Estado fornece o terreno e a infraestrutura básica, como eletricidade, para as empresas se instalarem no complexo. Já os empresários são responsáveis pela construção do galpão e contratação dos detentos.

Wilder Morais também defendeu a expansão do modelo para outras regiões do Estado. “Precisamos colocar os presos para trabalhar e pagar suas despesas enquanto estão aqui dentro. Conversei com um detento que chega a tirar R$ 1500 por mês, então ele está preso e ajudando a família. E ainda, quando sair, terá emprego lá fora porque encontrou uma profissão”, afirmou o titular da SIC.

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