Delegacia Estadual de Homicídios detalha ganho de produtividade

A Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DEIH) da Polícia Civil divulga relatório sobre suas atividades desenvolvidas no mês de abril de 2016 e também no ano de 2015. Os dados apresentados demonstram que o desempenho das funções relativas à Especializada teve grande evolução na comparação do mês passado com os últimos doze meses se considerado até fevereiro último. A DEIH atua somente em Goiânia. As demais regiões do estado são atendidas pelos Grupos de Investigação de Homicídios (GIHs) e pelas delegacias comuns.

Em abril deste ano, o número de prisões, em razão de mandados expedidos pela Justiça, chegou a 37 pessoas. O levantamento aponta que a média dos doze meses anteriores fechou em 13,66. Em termos percentuais, o ganho de produtividade da DEIH, nessa base de comparação, chegou a 270,8%.

Entre março de 2015 e abril de 2016, a DEIH solucionou 217 casos de homicídio. Foram registrados 551 homicídios no período, chegando a um índice de elucidação de 39,3%. Essa média de resolução é bem superior à média brasileira, que gira em torno de 6,5%. “A nossa expectativa é de fechar o ano de 2016 com percentual em torno de 55% de casos solucionados e com prisão de pelo menos 280 homicidas por meio de mandado”, diz o titular da DEIH, Douglas Pedrosa, referindo-se ao seu primeiro ano à frente da delegacia.

Quando se observa somente os números relativos ao mês de abril deste ano, é imprescindível destacar que a delegacia enviou 22 inquéritos policiais ao Poder Judiciário, com percentual de resolução dos casos de homicídios na casa de 52%, contra 39% de média no período anterior analisado no parágrafo anterior.

o último período avaliado foram cumpridos 272 mandados de prisão pelo crime de homicídio. Deste total, 164 pessoas foram presas em razão de mandados de prisão – alguns presos tinham mais de um mandado de prisão – e outras 40 foram recolhidas por terem sido presas em flagrante pelo crime. 149 pessoas continuam presas, indicativo de que 73% desse total seguem atrás das grades. Os outros 27% foram colocados em liberdade por determinação judicial. Dos 55 envolvidos que obtiveram alvará de soltura, 14 morreram no primeiro ano após o crime cometido, assassinados por organizações criminosas ligadas às suas vítimas (o cruzamento de dados permite concluir que tais vítimas, por exemplo, em sua maioria, eram bandidos, por isso a “vingança” por parte de tais organizações).

A DEIH foi responsável pela elucidação de 86% dos inquéritos enviados ao Judiciário no período de março de 2015 a abril de 2016. Os outros 14% foram resultados de autos de prisão em flagrante efetuados por policiais militares e por policiais civis plantonistas.

Redução no número de homicídios

Os dados mostram, ainda, que o índice de homicídio na Capital teve queda de 13% no primeiro quadrimestre de 2016, quando comparado com o mesmo período de 2015. De acordo com o delegado titular da DEIH, Douglas Pedrosa, esta redução se deve ao trabalho integrado das forças policiais. “Enquanto a Polícia Militar aumentou a presença nas ruas de Goiânia, a Polícia Civil intensificou as ações nos bairros”.

Douglas Pedrosa explica que o grande desafio é melhorar ainda mais esses indicadores. “Existe uma relação entre a sensação de impunidade por parte da sociedade e o aumento de crimes cometidos por vingança. Com muito trabalho e compromisso, felizmente estamos conquistando a confiança da população”, afirma.

Mais tempo na cadeia

Os presos por homicídio estão passando mais tempo na cadeia. É o que revela o levantamento da DEIH ao mostrar que, em 2014, 53,2% deles permaneciam atrás das grades. Já nos últimos doze meses, quando leva-se em conta o início em março de 2015, esse índice subiu para 73%. “A manutenção dos presos por mais tempo nos presídios auxilia na inibição de novos crimes, uma vez que gera, nos criminosos, o receio de que serão descobertos e que permanecerão presos por mais tempo”, ressalta o titular da Delegacia de Investigação de Homicídios.

O delegado alerta para o fato de que, apesar das estatísticas mostrarem tendência de queda nos homicídios praticados na Capital e interior, há a necessidade de se dar continuidade ao trabalho sistêmico no combate a essa modalidade de crime, uma vez que a diminuição deste implica, obrigatoriamente, na redução dos demais. “A maioria dos homicidas costuma praticar outros tipos de crimes graves, como roubo e tráfico de drogas”, exempllifica.

Outro dado que chama a atenção são os inquéritos concluídos pela DEIH. A maioria absoluta das vítimas de homicídio não tem antecedentes criminais, com o detalhe de que essa proporção vem crescendo a cada ano, esclarece o relatório feito com base nos inquéritos enviados ao Poder Judiciário. Em 2014, apenas 23,5% tinham antecedentes criminais.

Homicídios caem em todo o Estado

Os números de homicídios cometidos em Goiás apresentaram recuo de 17,25% no mês de abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na Capital, a queda chegou a 38%, mesma taxa de Anápolis. Em Aparecida de Goiânia, este crime foi reduzido em 25%. Desde janeiro deste ano, essa modalidade de crime vem desacelerando em ritmo constante. Os números foram divulgados pela Gerência do Observatório de Segurança Pública da SSPAP-GO.

FOTOS: WILDES BARBOSA

Comunicação Setorial
Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP)
(62) 3201-1004, 3201-1055

Compartilhar: