Polícia Civil prende empresário acusado de receptação

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A Polícia Civil prendeu em flagrante delito na última quarta-feira (6) o empresário Rafael Bustos Dourado Júnior, de 33 anos, acusado pelo crime de receptação. Com ele foi encontrada mercadoria avaliada em cerca de R$ 14 mil em seu estabelecimento comercial que fica no Jardim Presidente, em Goiânia.

De acordo com os policiais civis, de 2013 até agora ele teria movimentado valores que ultrapassam R$ 1 milhão somente em uma loja virtual. A delegada chefe do Grupo de Repressão a Estelionato e outras Fraudes – cartório adjunto da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) -, Mayana Rezende, afirmou que após a prisão a equipe encontrou outros equipamentos na casa do suspeito, em um condomínio de luxo na Capital.

A delegada explica que, nesse caso Rafael responde apenas por receptação, mas que as investigações em curso podem apontar outros delitos. As investigações iniciaram após denúncia de uma grande loja virtual. Na queixa a empresa informou que hackers estariam efetuando compras em nome de diversas pessoas e efetuando os pagamentos utilizando-se de diversas contas bancárias, também de diferentes correntistas.

Segundo Mayana Rezende, o que chamou a atenção dos funcionários e, posteriormente da polícia, é que “o endereço das entregas era sempre o mesmo, ou seja, uma loja de revenda de veículos de propriedade de Rafael”, afirmou a delegada. Após a suspeita a loja cancelou parte dos pedidos, mas aproximadamente R$ 300 mil em produtos já haviam sido entregues. A equipe da Deic identificou dois correntistas que teriam sido vítimas do estelionatário. Um de Mato Grosso e outro do Rio Grande do Sul.

Suspeito em liberdade

Em menos de 24 horas após a prisão de Rafael Bustos Dourado Júnior, ele foi encaminhado à Audiência de Custódia e posto em liberdade. De acordo com a delegada Mayana Rezende, ele pagou fiança de R$ 8 mil. Ela afirma ainda que, mesmo estando solto, o acusado responderá pelos crimes de receptação, falsidade ideológica e também por posse irregular de arma de fogo permitida, uma vez que a polícia encontrou na residência um revólver com registro vencido.

A Deic também encontrou na casa do suspeito vários laptops que serão analisados para comprovar se os crimes virtuais eram realizados pelo acusado ou por outro criminoso. A delegada afirmou ainda que as investigações vão apontar se além do site autor da denúncia, a prática delituosa era feita em outras lojas.

Durante o tempo em que esteve na prisão Rafael negou qualquer crime ou irregularidade. De acordo com informações da Polícia Civil, ele já respondeu por outros crimes, como furto qualificado, associação criminosa e estelionato junto à Polícia Federal.

Fotos: André Saddi

Comunicação Setorial
Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP)
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