Pesquisa SSP/Instituto Sou da Paz revela perfil e origem de armas utilizadas no crime em Goiás

“Ações das forças policiais goianas na apreensão de armas representam duro golpe contra criminalidade”, diz secretário de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, ao apresentar estudo

Dos cinco tipos de armas mais apreendidos, apenas um é de calibre restrito, o que demonstra que forças policiais do estado possuem equipamentos e armas mais potentes do que os disponíveis no mercado ilegal

Mais da metade das apreensões é constituída de revólveres. 70% destas armas foram fabricadas no Brasil

Foi possível analisar ano de fabricação de quase 2 mil armas que tinham numeração de série padronizada, mostrando que 70% delas foram fabricadas em período anterior a 2003, antes de ser promulgado o Estatuto do Desarmamento

“As ações das forças policiais goianas na apreensão de armas representam um duro golpe contra a criminalidade”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, nesta quinta-feira (08/02), ao divulgar pesquisa sobre o perfil e a origem das armas de fogo apreendidas em ações de repressão ao crime em Goiás (período de julho de 2016 a julho de 2017). Trata-se do primeiro estudo brasileiro a identificar, em nível estadual, esses números.

Dados de mais de 6 mil armas de fogo (artesanais e industriais), bem como simulacros apreendidos pelas polícias goianas durante um ano de trabalho, foram analisados em parceria com o Instituto Sou da Paz. Armas industriais representam 85% das apreensões, artesanais (5%) e simulacros (9%).

Dos cinco tipos de armas mais apreendidos com o crime, apenas um é de calibre restrito, o que demonstra que as forças policiais em Goiás possuem equipamentos e armas mais potentes do que os disponíveis no mercado ilegal. As principais armas utilizadas em crimes são: revólver Taurus (calibre 38), pistola Taurus (380), revólver Taurus (32), revólver Rossi (38) e pistola Tauros (40).

Mais da metade das armas apreendidas é de revólveres e 70% foram fabricadas dentro do Brasil. Ao concluir o rastreamento com numeração de série preservada será possível descobrir as principais fontes de desvio, acelerar e tornar mais precisa a retirada destes instrumentos do crime.

Foi possível analisar o ano de fabricação de quase 2 mil armas que tinham numeração de série padronizada, mostrando que aproximadamente 70% delas são antigas e foram fabricadas antes de 2003, quando havia uma política mais branda de controle de armas antes de ser promulgada a atual lei conhecida como Estatuto do Desarmamento.

“Este é um dado que demonstra o impacto que uma política de controle do mercado legal tem sobre o mercado de armas usadas em crimes”, diz Balestreri.  “Goiás conseguiu reduzir em 12% os homicídios e em mais de 25% as modalidades de roubo em 2017”, ressalta o secretário.

Na ocasião, Balestreri também apresentou balanço das ações realizadas no período que está à frente da SSP (março de 2017 a fevereiro de 2018). “Em que pesem as dificuldades que vivenciamos na segurança pública do Brasil, Goiás deu passos importantes e mostrou possibilidades reais para a redução da violência”, destacou.

FOTOS: ANDRÉ COSTA

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