PC e PM prendem suspeito de roubo que se passava por policial civil

Ação conjunta entre as Polícias Civil e Militar – por meio da equipe de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) – resultou na prisão do lojista Willian Soares Souza, de 23 anos, na última quinta-feira, dia 05. Ele foi flagrado negociando a compra de armas e estava com um carro roubado. William também é suspeito de se passar por agente da Polícia Civil para cometer crimes na Capital.

O lojista foi preso em uma abordagem da Rotam conduzindo um veículo Gol roubado. A polícia chegou até ele após investigação realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA). Por meio de filmagens do circuito interno de um posto de gasolina no Jardim Europa, é possível ver Willian tentando assaltar o posto no último dia 26 de março. A partir daí, explica o titular da DERFRVA, Adriano Costa, começou o monitoramento do suspeito.

Ironicamente, Willian foi vítima de um golpe. “Ele tentava comprar armas de forma ilícita. Pagou R$ 5 mil por três revólveres, mas recebeu tijolos”, explicou o delegado sobre o momento do flagrante.

Ainda de acordo com as investigações, durante a tentativa de assalto ao posto de combustíveis, William e um comparsa, vestidos como policiais civis, chegaram ao estabelecimento dizendo que cumpriam mandado judicial e que por isso, precisavam ter acesso ao cofre. Os funcionários desconfiaram e, imediatamente, chamaram a polícia.

Ele está detido na carceragem das delegacias especializadas em Goiânia e vai responder por receptação qualificada, tentativa de roubo e associação criminosa. William já tem passagem por homicídio, porte de arma e crime de trânsito A polícia ainda investiga como ele obteve a camiseta com o símbolo semelhante ao da corporação.  

Saiba mais

O artigo 46 da Lei das Contravenções Penais diz que não é permitido usar, publicamente, de uniforme, ou distintivo de função pública que não exerce; usar, indevidamente, de sinal, distintivo ou denominação cujo emprego seja regulado por lei.

A lei não vale somente para a Polícia Civil, como no caso do crime cometido por Willian Soares Souza, mas também para outras corporações, como Bombeiros, Polícia Militar, entre outros. William também pode responder a processo em função da contravenção cometida.

FOTOS: COMUNICAÇÃO SOCIAL PM5

Comunicação Setorial
Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP)
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